CARTAS


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Site indisponível
Na edição de junho da REVISTA CIRCUITO, na página 12, em “um site para engajados”, foi indicado www.ecomoney.com.br. Só que, ao entrar no site, apareceu a informação de que está desativado.
Edison Manzano

Entramos em contato com o responsável pelo site, que nos informou que o Ecomoney voltará ao ar em breve, após alguns ajustes técnicos.


Carta ao Prefeito de Cotia
Quinta-feira, 10/6/2010, por volta das 6 horas, houve um assassinato na Estrada das Piteiras, a 50 metros da Estrada Carlos Antônio de Castro e a 100 metros da portaria do Condomínio Colinas de São Fernando, e é nesse horário que várias peruas escolares levam as crianças para a escola e muitos trabalhadores saem de casa para ir para o trabalho. O que aconteceria se, no momento, algum desses estivesse passando ao lado ou se deparasse com o crime? É sabido que essa estrada é isolada e desolada, visto que a prefeitura nem sequer tem noção de que essa parte da cidade também pertence à Cotia. (...) Essa é uma estrada estratégica para bandidos e assaltantes, pois liga a saída de vários condomínios à Estrada da Roselândia e, depois, ao mundo. A polícia é algo raro nessas paragens. Desde toda a extensão da Carlos de Castro até a saída para a Roselândia não se vê, a qualquer hora do dia ou da noite, nenhuma patrulha constante, seja ela militar ou civil. Será que nosso IPTU tem valor diferenciado ou é a história de que os moradores da região da Granja votam em São Paulo e, por isso, são esquecidos dos prefeitos do município? Buracos frequentes, problemas de iluminação e segurança! O que se pode fazer a respeito? Sou morador novo e, com todos esses problemas, já estou sentindo saudades da “violenta” São Paulo. (...)
Nelson Barbosa Jr.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Guarda Civil de Cotia efetua o patrulhamento constante pelo local. No entanto, como o próprio leitor comentou, o local é ermo e sua predominância residencial é de condomínios, o que dificulta a visualização do patrulhamento realizado. De qualquer forma, a Guarda Civil se coloca à disposição da comunidade 24 horas. Para tanto, basta ligar 153. Quanto à base, tem que ser feito um estudo de custo, benefício e viabilidade. A Secretaria de Segurança informa que está à disposição para discutir essa proposta e sugere aos moradores e representantes dos condomínios que façam reuniões e dêem sugestões para que possam discutir uma parceria com o poder público. Já as melhorias nos trechos mencionados estão na programação da Prefeitura de Cotia. A Secretaria de Obras informa que se reuniu com moradores da região recentemente e firmou o compromisso de executar a manutenção das vias. Tendo em vista que o leitor mencionou a falta de iluminação em alguns pontos, vale destacar que nos últimos seis meses a Prefeitura de Cotia investiu mais de R$ 400.000,00 na ampliação da rede de iluminação pública de toda cidade. Por este motivo, reitera a importância de formalizar pedidos para que, depois de protocolados, sejam encaminhados aos setores competentes, analisados e, se possível, atendidos.


Sobre desmatamento
Caro representante do Ministério Público de Cotia, venho por meio desta indagar: o que pode ser feito? Eis a história... Há 20 anos, paulistanos, entre outros, cansados de poluição e da falta de segurança, investiram suas economias no que se costuma chamar “qualidade de vida”. Munidos de vontade e financiamentos bancários, construíram suas casas neste grande bolsão residencial apelidado de Condomínio São Paulo II. Motivo das construções: compartilhar do verde, resquícios de uma mata atlântica exuberante que dispositivos legais, ONGs e organismos internacionais tentam, em vão, preservar. Digo “em vão” porque, apesar de imbuídos de vontade, grande parte de seus moradores não despertou ainda em consciência, e o que se vê por todos os lados deste famigerado bolsão são crimes e mais crimes de natureza ambiental. Em lugares onde antes se encontrava mata nativa, hoje se veem casinhas e mais casinhas apinhadas que brotam do nada, sem eira nem beira, sem lenço e, muito menos, documento. A mata ciliar nesta região virou arraial, onde casas desprovidas de ligação à rede de esgoto lançam suas “águas” no leito do Rio Cotia, assim, no silêncio... sem que se faça nada! Gostaria de partilhar, também, imagens comprovadoras da realidade que se apresenta. E, então, volto à questão, agora no sentido legal: O que “devemos” fazer? Espero que, como eu e tantos que conheço, tenha se horrorizado com a foto e que possa, por intermédio do órgão público, que, acredito, represente com honradez, efetivar o que a Constituição Federal determina em seu Artigo 225, caput: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Vanessa Gabriel da Silva Arruda
(carta enviada à Prefeitura de Cotia em 11/5)



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Revista Circuito • Julho 2010